Dezembro 8, 2017

Mensagem do Mês

Com o mês de Setembro iniciamos oficialmente um novo ano de pastoral. O plano diocesano propõe-nos o lema: “Todos Discípulos Missionários”, dentro do projecto de cinco anos. Num contexto nacional os Bispos de Portugal, aprovaram a celebração de um ano Missionário que se inicia em Outubro e terminará em Outubro de 2019, «Mês Missionário Extraordinário», assim declarado pelo Papa Francisco.

A partir da figura do profeta Jonas, estamos todos convidados a acreditar que é possível falar de Deus aos pagãos e obter a sua conversão.  Conta o livro sagrado que Deus ordenou a Jonas que se dirigisse à “grande cidade de Nínive”, que representava o afastamento total de Deus e até a perseguição aos que acreditavam n’Ele, para aí pregar o arrependimento e a conversão. Diante de tal proposta, Jonas foge na direcção contrária: mete-se num navio que vai para Társis, convencido de que, assim, também fugia de Deus. Mas Deus passa-lhe à frente: levantou-se uma tal tempestade que os marinheiros não viram outra solução senão lançar ao mar a carga e aquele que descobriram como responsável da situação. E um grande peixe engoliu-o e reconduziu-o ao cumprimento do plano divino: ir para Nínive, a fim de aí pregar. É também este desafio que se coloca aos nossos medos e incertezas… Como afirma o nosso Bispo, D. Manuel Linda, “Jonas é expressão de cada crente na individualidade da sua pessoa. Ao dizer-se que Deus confia esse trabalho a uma pessoa concreta, mostra-se que não há fuga possível: tu, eu, todos e cada um somos mandatados por Deus para esta tarefa que, com a linguagem de hoje, diríamos evangelizadora”.

Após o sucesso da missão, em que todos os habitantes da cidade de Nínive se converteram e mudaram de vida, Jonas foi o único que não se entusiasmou, porque o seu coração estava mais virado para os seus interesses egoístas, do que para o plano divino. Enquanto esperava o castigo dos homens e dos animais, ficou cheio de rancor, porque o Deus misericordioso e bom perdoou a toda a cidade, e assim não pode assistir à sua destruição. É um homem de coração duro, “profissional” das coisas da fé, no sentido mais negativo do termo, que não quer, nem aceita a conversão: nem dos outros, nem da sua.

“Todos, discípulos missionários”, é o lema, o desafio e a proposta para todos nós. Não podemos fugir como Jonas, mas deixarmo-nos levar pela conversão e pela santidade que o Papa Francisco recorda nas suas cinco características: paciência, alegria, ousadia, comunidade e oração…