Dezembro 8, 2017

Mensagem do Mês

Em tempo Pascal, vamos continuar com o mesmo lema proposto pela Diocese do Porto: “Movidos pelo Amor que se entrega na Cruz”. Se na Quaresma construímos uma escada descendente que nos recordava a descida e a humilhação de Jesus. Agora vamos construir uma escada ascendente, que nos recorda a subida e a exaltação de Jesus.

Mantendo a reflexão do Papa Francisco no capítulo IV da Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, em cada semana, vamos, degrau a degrau, deixar que esse amor também nos eleve e nos aproxime do céu, através dos 7 atributos que nos levam até Pentecostes.

Assim:

2ª semana – Tudo crê. “Não se deve entender esta «fé» em sentido teológico, mas no sentido comum de «confiança». Não se trata apenas de não suspeitar que o outro esteja mentindo ou enganando; esta confiança básica reconhece a luz acesa por Deus que se esconde por detrás da escuridão, ou a brasa ainda acesa sob as cinzas”.

3ª semana – Tudo desculpa. “É diferente de «não ter em conta o mal», porque este termo tem a ver com o uso da língua; pode significar «guardar silêncio» a propósito do mal que possa haver noutra pessoa. Implica limitar o juízo, conter a inclinação para se emitir uma condenação dura e implacável”.

4ª semana – Não se irrita nem guarda ressentimento. “Diz respeito a uma reação interior de indignação provocada por algo exterior. Trata-se de uma violência interna, uma irritação recôndita que nos põe à defesa perante os outros, como se fossem inimigos molestos a evitar… Uma coisa é sentir a força da agressividade que irrompe, e outra é consentir nela, deixar que se torne uma atitude permanente”.

5ª semana – É prestável. “Não é uma postura totalmente passiva, mas há-de ser acompanhada por uma atividade, uma reação dinâmica e criativa perante os outros. Indica que o amor beneficiae promove os outros… Como dizia Santo Inácio de Loiola, «o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras»”.

6ª semana – Rejubila com a verdade . “O amor alegra-se com o bem do outro, quando se reconhece a sua dignidade, quando se apreciam as suas capacidades e as suas boas obras. Isto é impossível para quem sente a necessidade de estar sempre a comparar-se ou a competir, inclusive com o próprio cônjuge, ao ponto de se alegrar secretamente com os seus fracassos”.

Ascensão – Tudo espera. “Indica esperança de quem sabe que o outro pode mudar; sempre espera que seja possível um amadurecimento, um inesperado surto de beleza, que as potencialidades mais recônditas do seu ser germinem algum dia. Não significa que, nesta vida, tudo vai mudar, implica aceitar que nem tudo aconteça como se deseja, mas talvez Deus escreva direito por linhas tortas e saiba tirar algum bem dos males que não se conseguem vencer nesta terra”.

Pentecostes – O amor não acaba nunca. “Com efeito, este amor forte, derramado pelo Espírito Santo, é reflexo da aliança indestrutível entre Cristo e a humanidade que culminou na entrega até ao fim na Cruz”.

Com Cristo “entregue na cruz por Amor” caminhemos até Pentecostes…