Outubro 28, 2017

Outubro: A missão no coração da fé cristã

Outubro é o mês missionário, por excelência. Como habitualmente o Papa Francisco enviou uma mensagem para o 91º Dia Mundial das Missões, que este ano decorre a 22 de Outubro. Como sempre estamos convidados a concentrar-nos na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador», que continua a enviar-nos a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai.

A Igreja é, por sua natureza, missionária, se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando de uma associação entre muitas outras, que rapidamente desapareceria. É pois oportunidade para nos interrogarmos sobre a nossa identidade cristã e a nossa responsabilidade de crentes, neste mundo tantas vezes baralhado e confuso, em que vivemos.

A missão da Igreja não é a propagação de uma ideologia religiosa ou a proposta de uma ética sublime. Através da missão da igreja é Jesus Cristo que continua a evangelizar e a agir. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor, experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação.

Como afirmava o Papa Bento XVI, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo». O Evangelho, é assim uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através de uma participação no seu mistério pascal de morte e ressurreição.

Finalmente, a missão também nos adverte e a toda a Igreja que é instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Jesus Cristo. Por isso, lembrava o Papa Francisco na “Evangelii gaudium”: «é preferível uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (49)…